Serial Killer - 12º Capítulo

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- Estou na casa dela, mande viaturas temos uma vitima que estava sob tortura em seu porão. –Em total desespero pensando no que Justin e seus pais estavam a correr, discou rapidamente o número de Justin. Enquanto ajudava a tirar as correntes que estavam em volta das mãos da pobre moça

P.O.V Justin
Estava prestes a entrar na cozinha para o jantar formal com meus pais e América, quando no corredor senti meu celular vibrar. Sem muito animo pra fazê-lo olhei para o visor percebendo que era Will. Pensei que teria pelo menos um dia de descanso mas aquilo só podia ser algo ruim, Will nunca me ligava.
- Algum problema? –Indaguei
- Onde América esta?
- Jantando com os meus pais, por que?
- Sozinha? Escute encontramos uma mulher vitima de tortura no porão da sua namorada, e o DNA dela bate com o DNA encontrado na roupa da ultima vitima. Sinto muito mas reze para que seus pais não estejam mortos –Ele desligou sem que eu ao menos pudesse questionar tal coisa, meus pés pareceram não conseguir sair o lugar, minha mente se recusava a processar tal notícia, não tinha como ser ela, eu estive com ela todo esse tempo. Ela nunca deu sinal de ter problemas, e como eu nunca suspeitei de uma mulher em seu porão? Não, aquilo estava errado, não podia ser. Com esperanças de que ela não fosse quem Will diz ser adentrei a cozinha podendo ouvir risadas excessivas, mamãe e papai gargalhavam enquanto ela lhes dizia algo. Eu não podia arriscar, se ela realmente fosse estar perto de facas seria um completo banquete para ela.
- América? –Chamei-a em um murmuro relutante
- Ha, Justin eu estava contando aos seus pais sobre os balões. Sente-se conosco sua mãe já irá servir o jantar. -Não podia ser ela, algo estava errado. 
- Pode vir aqui um minuto.
- Claro. –Ela se levantou e rapidamente deslocou-se até mim. Agarrei em seu braço puxando-a para o quarto, saquei minha arma que estava em minha pequena cômoda para ela.
- Seus reinado termina aqui América. –Falei contendo um suspiro e as emoções. Eu estava amando uma sociopata.
Uma semana depois
- Como eu não posso ficar com o caso? O caso é meu, sempre foi meu. Eu sempre estive no caso você não pode simplesmente me tirar do caso! –Questionei ao major, tudo parecia ter perdido o sentido, quando em fim divulgamos o verdadeiro assassino a frente do departamento vivia repleta de pessoas a protestar e até a tentar algo contra mim. Até eu tive de ser interrogado, como se eu soubesse que estava com uma psicopata todo esse tempo. Não sabia mais oque fazer, não conseguia dormir a dias, e tudo que eu queria era poder falar com América. Queria interroga-la, pergunta-la, queria poder entrar em sua mente perversa só uma vez, mas nada importava mais. Ela era tão inteligente a ponto de se aproximar de mim para dispensar qualquer tipo de desconfiança.
- Entenda, tenente você esteve por semanas com essa moça, sabe que mal pode sair na rua pois é dito como cúmplice. Fique bastante agradecido por não estar junto com ela atrás das grades por sua incompetência, você não pode mais ficar com o caso. E também, tudo já esta resolvido. O julgamento dessa moça é em um mês, quer ajudar a interroga-la? Tudo bem, mas você não esta mais nesse caso tenente, sugiro que tire férias.
- Por favor Major, é única coisa que eu te peço. Eu estou tão envolvido nesse caso quanto qualquer outro policial.
- Ela te usou tenente, você sabe disso.
- Por isso eu preciso interroga-la, eu preciso Major.
- Tudo bem. –Ele balançou a cabeça em negação- Deveríamos levar esse julgamento para Texas, essa sociopata deveria estar na cadeira elétrica. –Ele resmungou tomando uns papéis que estavam em cima da mesa para si. Eu assenti sai de sua sala, eu poderia simplesmente concordar, concordar que aquela vadia psicopata precisava ir para cadeira elétrica mas não conseguia, por algum motivo incoerente eu não queria acreditar que ela era aquilo, não podia acreditar que ela havia me usado para atrasar as investigações, não podia acreditar que tudo não passava de um jogo sádico da cabeça de uma psicopata, não podia acreditar que ela havia matado mais de vinte pessoas, eu só queria que a única mulher por quem me apaixonei depois de anos não fosse ela, só queria que ela fosse ao menos normal.
- Algum problema tenente? –Ouvi Anna perguntar-me, quando me dei conta eu estava em frente a mesa de café a olhar para o vazio e simplesmente apertar minha xícara.
- O-oque? –A olhei
- Você esta bem senhor? –Ela olhou-me bem, eu assenti.
- Sim estou bem, por favor policial Anna, mande levarem a América para sala de interrogatório.
- Mas tenente, o senhor não esta mais no caso –Ela franziu a testa sem entender- Não tenho permissão para fazer isso.
- Eu sei que não estou no caso policial Anna, mas eu tenho permissão.
- Senhor, ainda assim, eu preciso da comprovação de que esta realmente no caso.
- Você nunca deixa de ser a porra de uma incompetente, vá logo leva-la para sala de interrogatório. Sua ida ao major será perda de tempo porque ele te dirá o mesmo. –Rosnei, ela olhou-me visivelmente assustada, mas meu olhar era como resposta impassível. Tudo me irritava a dias, tudo me deixava nervoso, e eu deveria me controlar, mas com Anna, era impossível. – VÁ LOGO. –gritei a assustando, ela hesitou por alguns segundos, mas em fim assentiu e se foi. Respirei fundo e tomei meu café. Era a hora da verdade, ela não falou com nem um interrogador, investigador, até hoje, desde que ela chegou ela não falou exatamente nada. Ela não abriu a boca para nada, em nem um hipótese, mas hoje, ela falaria, ela diria tudo que eu queria saber.
Quando me sentei a sua frente na sala de interrogação fiquei em silencio por alguns segundos. Seus olhos impassíveis estavam fixos ao meus, meu coração simplesmente disparou em um ritmo louco, sua face não havia expressão, aquela mulher ainda parecia a doce mulher por quem me apaixonei e tive a molhar transa de todas. Aquela mulher a minha frente ainda me hipnotizava e isso era errado, para ela fui apenas um brinquedo que fazia parte do seu plano perverso.
- Não vai dizer nada? –Ela perguntou cruzando os dedos em cima da mesa, seus pulsos estavam grudados em algemas, mas não me tranquilizavam sabendo que seu verdadeiro perigo não eram só as mãos.
- Por que? Por que todas essas pessoas inocentes? –Sussurro
- Quando as pessoas estão mortas não há como estarem a cima de mim, estão sempre por baixo. A humanidade precisa de reparos tenente.
- Você não pode fazer isso com as próprias mãos América, você não podia.
- Quando eu tinha seis anos. –Faz uma breve pausa. Solta uma leve risada nasalada e morde os lábios finos- Quando eu tinha seis anos eu percebi que a humanidade precisava de reparos, começando por meus pais. Minha mãe era uma ex prostituta e meu pai um gangster americano, que fugiu para Polônia com a minha mãe depois de assassinar mais de cinco pessoas em um roubo. Cheguei na polônia com seis anos, minha mãe não tinha dinheiro então secretamente fazia programas enquanto meu pai se drogava no sofá. Uma vez eu estava no quarto, brincando com a meu gato chamado Shmuel¹, meu pai entrou e disse “Você quer brincar?”. E vamos lá tenente, não é muito difícil de saber no que deu não é? E ele vinha brincar todas as noites, quando conheceu um amigo Alemão, convidou-o para sua brincadeira. E daí, eles revezaram por dois um ano. Durante esses dois anos, eu nunca disse nada, por medo, não da morte, mas de apanhar mais da prostituta do que já apanhava antes. E foi oque aconteceu, depois que eu disse a ela oque acontecia, tive um braço quebrado e maxilar deslocado, não só ela como aquele homem também se juntou na brincadeira. Quando dei entrada no hospital eu não hesitei em contar tudo aos médicos, mas o meu inferno estava apenas começando. Depois que a vadia espancadora e o estuprador sumiram junto com o Alemão, eu fui mandada a um orfanato. Onde fui abusada pelo inspetor, ele costumava as vezes drogar a minha comida, e quando eu chegava no quarto eu sempre estava tonta de mais para fazer qualquer coisa, até mesmo falar, eu parei de comer por um tempo, mas oque eu não podia era morrer ali, de fome, pois eu sabia que a minha morte seria mais digna do que aquilo. Então eu deixei de relutar e comia, por falta de opção, depois que descobriram que ele abusava das órfãs, ele foi indiciado mas fugiu para algum lugar obscuro da Polônia. No orfanato eu apanhei e fui humilhada até completar doze anos, as noites naquele quarto nunca foram tão tranquilas para arquitetar um plano. Minha mente tenente, nunca foi ingênua, tudo que eu precisava era de tempo, a perversidade era o meu refúgio tenente, a frieza era oque me mantinha e sempre me manteve viva. E você deve saber oque aconteceu com o orfanato polonês chamado House Of Angels não é? Eu sei que sabe, toda a Europa parou com aquele incêndio, eu apreciei aquilo, e parecia uma obra de arte, a minha primeira obra de arte, os gritos repentinos, o choro, as suplicas, nunca me senti tão viva. Eu senti pela primeira vez um orgasmo, depois de tanto ser fodida tenente, eu fodi a todos e tive o melhor orgasmo de todos. Depois daquele incêndio, eu fui a procura dos meus adoráveis pais. Não foi nada fácil encontrá-los, procure-os por três anos, virei uma andarilha, fui presa duas vezes e fiquei as duas vezes em reformatórios em cidades diferentes, mas não foi um obstaculo quando eu matava os vigias noturnos e conseguia fugir, por um tempo vive apenas pegando carona com caminhoneiros, matando-os com a minha faca que os policias semana passada tiveram questão de separa-la de mim. A cada homem que me dava carona eu sabia que em suas mentes eles pensavam em estupro, mas oque estupraria eles era a minha faca entrando garganta a baixo. Mas então eu achei, papai e mamãe, eles continuavam como antes, um gangster e uma prostituta. Ela estava em uma esquina quando a encontrei, eu sorri para ela ao vê-la, nunca estive tão feliz, mas parecia que a felicidade não era mutua, porque mamãe quase chorou, eu a abracei, e naquele abraço eu dei um fim na vida desnecessária dela, eu a matei, foi como reviver outra vez, foi uma das melhores sensações que já senti, melhor que um orgasmo, era como sentir o aroma das flores, era como me deliciar com uma musica clássica. E dali surgiu meu vício, e um prazer fora do comum. Após encontra-la encontrei meu pai, esse eu não deixe escapar, eu tinha poucas ferramentas então peguei um martelo pequeno e o matei, ele estava tão drogado que mal se levantou. Após mata-lo eu fui a procura do Alemão, e por sorte além de encontrar alemão, encontrei o inspetor no orfanato exatamente na mesma cidade. Então tenente, eu após dois anos me estabeleci em uma cidade e falsifiquei meu histórico, entrei para faculdade, na tentativa de ser alguém normal, na tentativa de recomeçar. Recomeçar sem as lembranças e as marcas do passado, foi quando conheci Holly, ela era um pouco mais nova que eu. E não estava na faculdade, após alguns meses ela jurou-me lealdade e disse que estava vindo para Inglaterra, e perguntou se eu queria tentar a vida aqui, eu aceitei. Mas não pensei que a minha cede de matar seria tão intensa quando cheguei aqui. Quando completei vinte e três anos, eu já havia terminado a faculdade e parecia não estar completo, parecia que eu ainda precisava concertar o mundo dando um jeito nas pessoas desnecessárias, eu precisava deixa-los a baixo de mim, não a cima. E foi quando assassinei a primeira pessoa aqui, Holly descobriu e me surpreendi quando ela ofereceu-se para me acompanhar em alguns assassinatos. Ela até chegou a assassinar um, chamava-se Joshua, mas depois, ela ficou com medo, disse que eu estava indo longe de mais e que ela não queria mais fazer parte de nosso acordo, então eu resolvi deixar claro aos coisas para ela... –Ela fez uma pausa e abriu um vasto sorriso como se estivesse contando algo normal, uma história simples da Disney, era inevitável não ter empatia por América. Ela precisava de ajuda não de uma cela- Afinal, ela esta viva?
- Esta. –Balanço a cabeça
- Bom, assim dividiremos a cela. –Ela continua sorrindo. Eu engulo em seco, sinto-me desconfortável, sinto-me quente e inquieto com aquilo.
- Não vai me perguntar o porquê de não ter matado você? –Ela inclinou-se em cima do cotovelo chegando sua face para mais perto de mim. Nego com a cabeça
- Você não precisa de reparos tenente. Pode não parecer mas só fui presa por sua causa, acha que uma arma me intimidaria? Eu poderia matar seus pais na sua frente, antes mesmo que você pudesse pensar na hipótese de atirar em mim, e eu sabia que não atiraria, mas não queria lhe causar mais dor, o mundo já tirou de mais de você. –Ela murmurou, ouvi a porta sendo aberta atrás de mim, e os olhos negros de América levantaram-se na direção do barulho, ela soltou um leve risinho e sentou-se corretamente.
- Bom trabalho tenente, já temos o depoimento dela, já pode sair.
- M-a-a-a-s eu não terminei. –Gaguejo olhando para o major
- Já chega tenente, você já pode sair. 
Ta aí gente, esse é o grande motivo que tornou a América uma serial killer, eu tive que ler muuuuitas coisas sobre serial killers da vida real pra poder chegar nessa conclusão. Então eu espero que gostem. Pois tentei ser o mais real possível porque acreditem, todas essas coisas que aconteceu com a américa podem acontecer, ou ter acontecido na vida real. Comentem, divulguem e amem esse capítulo porque o próximo será LACRANTE. Tipo promete muuuuito 

5 comentários:

  1. Nossa que história MARCANTE néh, já ouvi histórias PIORES, sério.. gosto de pesquisar sobre TODO tipo de assunto.. sério, tem casos BEM piores.. (até de CRIANÇAS Seriais Killers... IMAGINA que dahora uma história/Fic sobre CRIANÇAS que são Seriais Killers.. ⊙﹏⊙ seria MUITOO MASSA.. Sabe, uma meninA de 12 13 anos que foi maltratada ou abusada..enfim.. seria MUITO LEGAL sério) Tem uma caso que eu "descobri" hoje de uma menina, enfim *ela não é ESPECIFICAMENTE uma cerial quiler MAASS* tire suas próprias conclusoes, vou deixar o link se quiser ver..
    →_→http://youtu.be/8Bp-cgUQpbk ←_←
    Enfimm..
    ContinuAAAAAAAAAAAAAAAA essa BAGAÇAAAAAAAAA LOGOOO hein
    - Erika (*^﹏^*)
    P.S. Falo muito?? Acho que não, néh.. Tinha falado MUITOO mais só que meu celular deu um piripáki do Chaves e saiu tudo que eu tinha escrevido kkkk enfimm
    →_→ Kisses no Jerry ←_←
    ♥LOVEEEE You♥

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    Respostas
    1. Sim, tem histórias bem piores, tipo a do Charles Manson, o famoso e notório Manson que disse ter "desaprendido" a viver fora das grades, e que deu vida a Helter Stelker. (um dos mais fodas serial killers sem duvidas <3) kkkk. Talvez um dia eu crie uma fanfic com esse tema de crianças seriais killers.
      Eu vou ver o video e depois na próxima postagem de serial killer, falo sobre ele, porque ele é muito grande. kkk, to com preguicinha de ver agora, me desculpe.
      Não me importaria se escrevesse um livro em todo comentário que fizesse, comentários grandes são sempre os melhores. Eu amo muito ><
      Xx Love YOU TOOO

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  2. Continuaaa - (Sophia)

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