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Soldier Criminal - Cap. 16

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 - Eu queria lhe convidar para sair comigo amanhã, depois da aula. Você aceita?

- Acho que tudo bem.

Sorri timidamente e ele afastou-se de mim. Em seus lábios continha um sorriso de divertimento, ele parecia uma criança sorrindo daquela forma, tão linda.

- Então... Até amanhã.

- Até –murmurei-

Ele acenou e eu retribuo. O mesmo entrou em seu carro esportivo e saiu cantando pneus. Suspirei aliviada. Não sei como eu faria para convencer Jason de deixar-me sair amanhã depois da aula, mas eu daria um jeito. Pois, o que estava em jogo era o convite inesperado do meu professor e mesmo que uma parte de mim dissesse que aquilo não era boa ideia, eu iria arriscar-me dessa vez. Peguei a pulseira que ganhará a pouco e observei os detalhes da mesma. Resolvi colocá-la em meu pulso, ela ficara tão linda que resolvi deixá-la em meu braço mesmo, mas eu a tiraria quando chegasse em casa. 

[...]

Coloquei o meu skate perdurado na parede, era a onde ele ficava. E joguei minha mochila no canto do meu quarto. Parei perto da janela e fitei meu pulso, a pulseira ainda estava lá, droga, se Jason a visse ele iria me matar. Tentei tirá-la, mas parece que a abertura dela havia emperrado.

- Droga! Sai, anda, sai! –puxei-a, mas de nada adiantou- Merda! –bufei irritada-

- O que foi?

Levantei a cabeça vendo Jason parado ao lado da porta de braços cruzados. Rapidamente escondi meu pulso atrás das costas.

- Oi? Há não é nada, está tudo bem. E... Como você está? –tentei disfarçar-

Jason franziu o cenho e deu alguns passos em minha direção, e como que em instinto de não ser pega com a mão na massa, eu comecei a andar para trás.

- Tem certeza que está tudo bem?

- Sim, sim, claro –forcei um sorriso-

Jason deu mais alguns passos e eu recuava, até que bati minhas costas na parede. Ótimo, eu estava sem escapatória.

- Se está tudo bem, eu posso ver suas mãos?

- Pra que? –ri-

Ele puxou meus dois braços com certa força e os olhou. Sua afeição ficou com uma mescla de seriedade e confusão. E logo depois, ele encarou-me.

- O que é isso? –perguntou levantando meu braço direito-

- Uma pulseira.

- Oh, não me diga. Quem lhe deu isso?

- Ninguém... Eu, eu comprei - gaguejei-

Jason gargalhou e soltou meu braço.

- Qual é o nome dele?

- Hã? Dele quem?

- Da merda de cara que lhe deu isso ai - gritou apontando para a pulseira-

- Mas, eu já lhe disse que eu comprei. Ninguém me deu isso - insisti-

- Ouça Ellie, eu não nasci ontem. Vai me dizer algo ou não?

Suspirei em derrota. De qualquer forma, eu sabia que Jason uma hora ou outra iria descobrir sobre isso. Eu só estaria adiando o óbvio.

- Como sabe que foi um garoto? Pode ter sido alguma amiga minha afinal, você não conhece nenhuma delas.

Ele gargalhou alto, tão alto que seu gargalhar ainda estava em minha mente.

- Não conheço nenhuma, porque você não tem –tentei protestar, mas ele continuou- Eu sei quando é presente de algum garoto, ou melhor, de um homem. Entenda uma coisa Ellie. Homens não dão presente para mulheres sem ter alguma intenção oculta. E isso inclui todo o sexo masculino.

-Nem todos são como você Jason.

- E é exatamente ai que você se engana, sou diferente deles - murmurou-

Revirei os olhos impaciente. Passei por Jason e sentei na poltrona que fica de frente para a janela e de costas para a porta. Jason foi em direção a porta e parou nela.

- É melhor amanhã você devolver isso para quem quer que tenha lhe dado –disse autoritário-  


Divulgando: http://imaginandobeliebersonha.blogspot.com.br/

Respondendo comentário anterior: 
Swag-Kidrauhl: Obrigada :), eu concordo. Ainda terá muitos acontecimentos, fique de olho! 
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Soldier Criminal - Cap. 15

Um comentário: | |


 

 As aulas já haviam acabado. Todos já haviam saído e só restara eu no colégio, eu fiquei para pegar alguns livros na biblioteca e lê-los em casa, já que era lá onde eu passava mais tempo. Guardei os livros em minha mochila e coloquei-a em meu ombro, enquanto andava com passos lentos, pelo corredor quase deserto, pois ainda havia as faxineiras. Em questão de segundos, eu já estava a passar pelo grande portão do colégio. A frente do mesmo já estava vazia, os alunos já tinham ido para suas devidas casas ou não, bom, mas isso não era problema meu. Coloquei meu skate no chão, até que ouço.

- Ellie, espere!

Virei-me e vejo meu professor se aproximar e em segundos estar em minha frente.

- Aconteceu algo? -franzi o cenho-

-Venha cá, por favor - puxou-me levemente para um canto onde nós dois não seriamos visíveis- Tome. –entregou-me uma pequena e fina caixa de veludo vermelho-

- Não estou entendendo –balancei a cabeça-

- Abra que depois lhe conto o porquê disso.

Abri a caixa, como ele havia dito. Dentro da caixa era igualmente coberta de veludo vermelho, como do lado de fora. No meio havia uma pulseira em ouro 18K com berloques modernos. Era tão linda, eu fiquei sem reação.

- Esse é meu jeito de dizer ‘Feliz aniversário’.

- Ele é muito bonito e eu agradeço a sua intenção, mas eu não posso aceitá-lo –levei a caixa em sua direção-

- É apenas um presente de aniversário, nada mais. Eu insisto para que fique com ele -empurrou a caixa em minha direção-

- Isso deve ter sido caro e eu não...
- Não foi nada, okay? Eu quis lhe dar ele e não importa-me o quando custou  -sorriu-

Olhei brevemente para os lados, sabendo que era apenas um simples –mas nem tanto- presente. Mas eu também deveria levar em consideração de que se Jason visse esse presente na certa, não iria aprovar. Sendo assim, aceitei a pulseira, mesmo correndo certo risco.

- Okay, eu aceito –sorriu timidamente- Obrigada. Mas como você sabia que hoje era meu aniversário? –o olhei-

- Olhei em sua ficha no colégio –olhou-me com um sorriso sapeca em seus lábios-

Eu apenas ri. Justin fazia isso comigo, me fazia rir. Talvez ele fosse o único que conseguisse isso com tanta frequência. Fui com ele até o seu carro, que estava estacionado um pouco mais em frente de onde nós nos encontrávamos. O carro era um lindo Audi a3 cinza.

- Quer carona?

- Não –neguei com a cabeça-

- Tem certeza? É uma longa viagem até a sua casa de skate.

- Eu sei, mas essa não é a primeira vez que faço isso e nem será a última.

- Okay.

- Sabe, uma coisa que eu não entendo é como você conseguirá esse carro. Digo, com o salário de professor não dá para comprar um desses ou dá? –franzi o cenho-

-riu divertido- Não, com o salário de professor definitivamente não dá. Eu tenho esse carro já faz algum tempo, são coisas sem importância –deu de ombros-

- Han... Desculpe-me eu não deveria...

- Está tudo bem - colocou sua mão direita em meu ombro e se aproximou-

- Okay... Eu acho melhor eu ir, tenho que andar muito ainda –falei um pouco embaraçado por conta de sua proximidade-

 Mesmo a distância que ainda tinha entre nós, eu podia sentir sua respiração. Ele estava próximo. Meus pés paralisaram, junto com o meu corpo. E meu coração estava um pouco mais rápido que o normal. Ele não iria fazer aquilo ou iria?


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Soldier Criminal - Cap.14

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- Sabe que dia é hoje? –perguntou-me Anne, que estava aparentemente empolgada-

- O dia em que tiro férias definitiva do colégio –ironizei com certa empolgação-

- Anne riu- Não, mas é algo tão bom quanto isso –disse e foi abrir as cortinas do quarto-

 - O que? -perguntei, enquanto levantava-me da cama-

- Hoje é seu aniversário –sorriu-

- E o que tem de bom nisso, Anne? –olhei-a sem ânimo-

- Ora, querida. Alegre-se, aniversários são para serem felizes e não tristes –ela disse e me abraçou- Meus parabéns... Bob ficaria tão feliz de ver como você cresceu –fungou-

-Anne não chore. Como você mesma disse ‘aniversários são para serem felizes’ e eu não quero ver você chorando - disse tentando consolá-la-

-Você tem razão, querida. –Anne secou as lágrimas- Agora vá se trocar, senão chegara atrasada ao colégio - ela empurrou-me até ao banheiro-

- Sempre há algo para estragar tudo... –suspirei e entrei ao banheiro-

(...)

Entrei na cozinha e sentei-me a mesa.

- O café especial da aniversariante - disse Anne e logo serviu-me- Torradas com geleia de uva, suco de Laranja, waffles com sorvete de flocos e calda de chocolate, salada de frutas com iorgute.

- Com toda a certeza esse é o melhor café da manhã de todos. Obrigada Anne –sorri e a mesma retribuiu-

Sei que para muitas de vocês, esse café da manhã que descrevi não é “um café da manhã especial”, mas para mim ele é mais do que especial. É um café da manhã simples? É, sim. Tem algo de especial nele? Tem, sim. Pode ser algo totalmente simples e muitas pessoas podem prepará-lo, mas garanto que esse meu café da manhã é melhor do que o das outras pessoas e sabe por quê? Porque foi feito com muito amor, por alguém que me ama. E sabem de uma coisa. Muitas vezes um café da manhã feito por alguém que se ama e para alguém que se ama, vale muito mais do que um banquete qualquer e sem amor. As coisas simples sempre valem mais do que aquelas que só o dinheiro compra.
Terminei meu café e subi para escovar meus dentes, depois de feito isso. Desci com minha mochila nas costas e entrei novamente na cozinha.

-Anne –a mesma se virou- Cadê Jason, assim me atrasarei mesmo para o colégio.

-Eu irei te levar hoje - disse Danny entrando na cozinha-

- Bom, então é melhor irem logo, antes que se atrasem - disse Anne-

Acenei para Anne que já estava na porta e entrei no carro. Danny ligou o carro e logo já estávamos em movimento.

- Jason me mandou avisar-lhe que quando as aulas acabarem é para ir direto para casa. Mas não se preocupe virei te buscar –sorri aliviada por saber que Danny é quem viria buscar-me hoje-

- E porque mesmo que Jason não está me levando para o colégio e não virá me buscar? Não que eu queira que ele venha me buscar, afinal é um alivio ficar longe dele - disse e Danny riu-

-Ele saiu para resolver umas coisas –disse e deu de ombros-

- Que coisas são essas? –perguntei e o carro parou-

- Ihh, acho melhor você entrar logo no colégio antes que se atrase mais. Vejo-te depois - dito isso, ele beijou-me o rosto-

Eu apenas bufei e sai do carro, e logo depois Danny sumiu em uma curva. Comecei a andar até os portões do colégio. Você deve estar se perguntando, o porquê deu não ter insistido em minha pergunta. Mas algo dentro de mim dizia que Danny não me diria a resposta nem por um decreto. 

Aviso: Não fiquem bravas comigo, por 'Á prova de fogo' estar demorando. Ela irá sair ainda esses dias, isso eu prometo, só não sei ainda o dia exato. Ocorreu uns problemas com essa fic e por isso, a demora dela. Peço humildemente desculpas.
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Soldier Criminal - Cap.13

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2 semanas depois...
Meu convívio com Jason não melhorou em nada. Pelo contrário, na última vez que cheguei atrasada, -que foi quando aceitei ir à sorveteria depois da aula com Justin- Jason deu-me uma bronca e deixou-me de castigo. Qual foi o castigo? Bom, depois do colégio eu deveria ir direto para casa e nos finais de semana eu não poderia sair a lugar algum. E como Jason confiou em mim para ficar no castigo por duas semanas inteiras? Simples, ele não confiou em mim, o que foi muito esperto de sua parte, pois eu realmente não obedeceria a esse castigo. E mas uma vez Jason surpreende-me com sua genialidade. Para eu não quebrar o castigo bobo dele, o mesmo durante duas semanas levou-me e buscou-me no colégio e nos finais de semana -os quais Jason teve que sair e ficou o dia inteiro fora-, Jason ordenou aos seguranças que ficassem de olho em mim. Por duas longas semanas eu fiquei presa nessa mansão com uns vinte seguranças na minha cola, como se eu ao menos fosse algum bandido perigoso. Os dois únicos lados bons desse castigo foram que (1) Pude passar mais tempo conversando com Anne e consequentemente descobrindo mais sobre a vida de Jason, (2) Eu estava mais próxima de Justin, mesmo nós não saindo, sempre nos falávamos por mensagens.
- Finalmente! –suspirei em alivio e joguei-me na cama- Hoje é o último dia do castigo bobo que Jason me impôs –levantei um pouco a cabeça e pude ver Anne sorrindo, enquanto guardava as minhas roupas no armário-
- Espero que tenha aprendido algo - Disse Jason, que cruzou os braços e recostou-se com o braço na porta-
-Virei-me ainda deitada na cama e fiquei de costas pra Jason- Aprendi que você sempre será um idiota.
- O que disse? –perguntou em um tom intimidador-
- Nada... Ela não disse nada - Disse Anne e logo depois, repreendendo-me com o olhar- Vem Ellie, preciso de sua ajuda na cozinha –Anne puxou-me pelo braço para sairmos do quarto-
- Ora, Anne! Porque fez aquilo? –tirei meu braço de sua mão enquanto descíamos as escadas- Eu queria ter-lhe respondido - disse um pouco irritada-
- Querida... Por favor. Você não percebeu que Jason esses dias está mais calmo contigo? 
- Não, para mim ele continua sendo a pessoa irritante de sempre - sentei-me a mesa e dei de ombros-
- Okay... –Anne suspirou e virou-se para mim- Você faria uma coisa se eu lhe pedisse?
- Claro... –hesitei, mas por fim aceitei-
- Não deixe Jason irritado, tente ao máximo ser legal com ele. Por favor! –ela segurou minhas mãos-
- Ah, Anne! Por que estas a me pedir isto?
- Vamos querida, prometa-me que fará isso... Por mim? –olhei para o lado hesitante-
- Okay, eu aceito Anne –quando eu disse isso, a mesma sorriu de orelha a orelha- Mas... Saiba que só aceitei por você, é somente por você. 
(...)
- Danny!
Gritei e o mesmo virou-se para olhar-me. Sai correndo pelo gramado. Havia três semanas que eu não via Danny, estava com tantas saudades dele, afinal era meu único amigo. Jason havia dito-me que Danny havia viajado a negócios a mando dele.
- Oi, pequena - abraçou-me e rodou-me pelo ar, logo após colocou-me no chão-
- Abracei-o novamente e sussurrei- Estava com saudades de ti.
- Eu também estava com saudades tuas - ele apertou-me mais. Ficamos assim por alguns segundos, até alguém nos interromper com palmas-
-parou de bater palmas- Que cena mais comovente, juro que tocou meu coração –ironizou Jason- Daniel, espero-te em minha sala daqui a dez segundos –dito isso, Jason foi embora-
- Jason sempre fazendo o seu papel de estraga prazeres - bufei e cruzei os braços-
-riu- Tenho que ir, mas nos falamos ainda hoje, okay? –disse Danny, eu assenti e ele saiu atrás de Jason-
(...)
De noite eu e Danny conversamos. Perguntei o porquê de ele ter ido viajar e porque não havia me avisado sobre a viagem. Ele disse que não teve tempo de me avisar, pois a viagem tinha sido muito em cima da hora e pediu desculpas. Sobre a viagem inesperada dele, a única coisa que ele me disse, foi que tinha viajado a “negócios”. Perguntei sobre que “negócios” eram esses, mas ele mudou de assunto e eu não toquei mais nisso, mas isso não quer dizer que minha curiosidade sobre esses “negócios” tenha morrido. Contei a ele, sobre meu castigo e sobre o Justin. E tenho para mim que Danny não gostou nada de saber sobre Justin. E foi assim a noite inteira ou quase inteira, pois eu tinha que ir dormir por conta da aula que eu teria amanhã. A única coisa que posso dizer dessa noite é que, ela foi levemente calma. 
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