Á prova de fogo - Cap.31

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 Bolinhas de papel


 E logo a professora entra. Passam-se alguns minutos e uma bolinha de papel cai exatamente em cima de minha cadeira. Não olho para lugar algum, não estou interessada em saber de onde veio aquilo. Abro a bolinha e leio ‘Bitch’, o nome estava de caneta rosa e logo depois ouço risadinhas vindas do fundo da sala e por pura curiosidade, me viro e olho para trás. As garotas do grupo da Lauren –que são metidas- estavam lá e riam de mim, obviamente foram elas que jogaram aquilo. Respiro fundo e viro-me para frente, tentando me concentrar na aula. Mas logo outras duas bolinhas me acertam, e depois ouço risadas. Levantei-me da cadeira e disse à professora que não estava me sentindo bem e pedi a ela se eu poderia sair, para tomar um ar, ela deixou. Não tenho muita paciência, então se eu continuasse ali naquela sala com aquelas garotas, tenho certeza que mataria uma delas. Quando saio da sala, esbarro-me em alguém e suco cai em cima de mim. 


 Limpo meu rosto e olho para ver quem fez aquilo, era a Lauren, e ela estava rindo.

- Dá próxima vez presta atenção por onde anda - ri e entra na sala-

Naquele momento sentia-me uma estúpida tanto por não ter feito nada, como por ter me envolvido com Jason, pois se não fosse isso, talvez nada disso tivesse acontecido. Sai correndo, subindo rapidamente as escadas, fui até o terceiro andar. Lá era vazio, geralmente os alunos ficavam mais no primeiro andar, e ou no segundo mais o mesmo tinha pouco movimento, então o terceiro era perfeito para mim. Corri para o fundo do corredor e encostei-me na parede, descendo lentamente até estar sentada, não conseguia mais aguentar, então deixei que as lágrimas caíssem. 



- O que aconteceu? –alguém tocou-me no ombro-

-Porque haveria algo? –perguntei-o friamente-

-Porque está chorando - disse e eu continuei sem olhá-lo-

- Por sua causa! –limpei meu rosto e levantei-me, apontando o dedo indicador no peito de Jason- E por minha culpa, se não tivéssemos nos beijados nada disso estaria acontecendo.

- O que aconteceu com sua blusa? –ele perguntou olhando para minha blusa manchada de suco, agindo como se não tivesse ouvido nada do que eu havia dito a pouco-

-bufei irritada- Você está me ouvido merda! –gritei-

- Quem fez isso? –perguntou entre dentes-

- Não interessa, esquece –suspirei e passei por ele, iria embora-

- Responda-me! –disse ríspido e segurou meu braço, me impedindo de andar-

- Se você prestasse mais atenção nas noticias que ocorrem no colégio, saberia. Estou impressionada que não tenha recebido uma foto em seu celular, todos receberam - disse e soltei-me de sua mão-

- Não me importo com fofocas e estou surpreso de saber que se importa. E de que foto está falando?

- Essa não é a questão, Jason.

- Diga-me onde está a questão, então! Explique-me o que aconteceu.

-respirei fundo- Tiraram uma foto nossa nos beijando na festa e agora todo o colégio deve está pensando que temos um caso, e se isso não bastasse recebi um bilhetinho lindo essa manhã –entreguei a ele o bilhete- E pra finalizar minha bela manhã que saiu especialmente dos contos de fadas, me deram um banho de suco - disse e sentei-me de novo no chão, no mesmo jeito que estava antes dele chegar-

- Não ligue para eles. Não há nada entre nós, certo? –ele olhou e continuei de cabeça baixa- Então, não se importe. Quem jogou esse suco em você?

- Lauren –eu não iria dizer nada, mas aquilo havia escapado- Mas o que te importa?

Jason não havia respondido. E um silêncio reinou naquele corredor vazio. Só havia luz ali por conta da grande janela que estava ao meu lado e dela vinha os raios do sol.

- Quer sair daqui? –perguntou-me quebrando o silêncio-

Eu que ainda estava com o rosto entre minhas pernas, e que certamente estava com o rosto e com os olhos vermelhos, por conta do meu choro. Em resposta a pergunta de Jason, apenas assenti com a cabeça e me levanto ao mesmo tempo que ele. Descemos as escadas e felizmente os corredores estavam vazios. Assim, saímos tranquilamente do colégio. Sei que talvez essa minha saída me dê problemas, mas simplesmente preciso de ar...

 Aviso: Primeiramente, desculpem-me pela demora. E eu sei que esse capitulo está meio -ou muito- ruim, mas eu não tive tempo de relê-lo e de arrumá-lo. Continuem comentando ou melhor, comentem e obrigada a quem já comenta! 


  Respondendo comentários anteriores:
Erika Cristina: kkkkkkk Continue, aproveite :)
Cáah Costa: Bom, o primeiro bilhete que ela recebeu desse garoto misterioso foi no cap. 13, lá pro final do capitulo. Não há muitos bilhetes dele, são só alguns que estão nos capítulos anteriores. Elas irão ter o troco, em algum momento da história. Quer eles juntos? Espere pelo próximo capitulo então ;) e não esqueça de comentar. Continuei!


Ultraviolence

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-capa provisória-

Á prova de fogo - Cap.30

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Foto polêmica! 




Parei quando avistei Justin atravessando a Rua com Chaz, vindo em minha direção.

- Precisamos falar com você - disse Justin, ele parecia apreensivo-

- Pode dizer.

- Aqui não, vamos lá à minha casa - agora foi à vez de Chaz de falar. Ele colocou sua mão em minhas costas me emburrando até sua casa-

Entramos os três na casa de Chaz, e o mesmo fez um gesto para que eu sentasse e assim fiz.

- O que foi? –perguntei e os dois se olharam-

- Diz. –disse Justin a Chaz e o mesmo respirou fundo se sentando ao meu lado-

- Ontem à noite você estava com quem? –perguntou Chaz-

- Com Jason - eu disse calma. Os dois deram outra troca de olhar. Algo havia acontecido- O que houve? Digam-me o que está acontecendo aqui!

- Bom, é que... –Justin começou, mas logo Chaz o interrompe-

- Olha isso! –Chaz estendeu sua mão em minha direção para que eu pegasse seu celular, eu o peguei e olhei-

- São só duas pessoas se beij... –paralisei quando finalmente entendi aquela foto- É eu e Jason, mas como? –perguntei aos dois-

- Não sabemos. Hoje de manhã recebemos essa foto pelo celular e temo que todo o colégio também tenha recebido-a -disse Chaz e eu coloquei as mãos no rosto-

- Quer merda! –sussurrei-

(...)

Virei-me para o outro lado. Não podia acreditar que meu fim de semana havia acabado, ele passara tão rápido. E infelizmente eu teria de ir para aquele colégio de merdas, e ainda tem aquela foto minha e de Jason nos beijando. Sorte que ontem quando cheguei Charlie não brigou, por eu não ter dormido em casa. Mas também Chaz e Justin disseram a ela, que nós havíamos dormido na casa de Justin, pois já era muito tarde quando voltamos da festa. Sai de meus pensamentos e fechei meus olhos, logo caindo no sono.

(...)

Desci correndo as escadas, indo diretamente a cozinha. Chegando lá, endireitei minha mochila nas costas e depositei um beijo na bochecha de Charlie. Fui à geladeira e peguei uma garrafinha de suco e um bolinho que estava na mesa.

- Não vai tomar seu café, querida?

- Não, desculpe-me Charlie mais estou atrasada, daqui a pouco os ga... –fui interrompida pela buzina que provavelmente era do carro da mãe do Chaz- Os garotos chegaram, tenho que ir. Tchau! –sai da cozinha rapidamente, não dando tempo de Charlie ao menos dizer algo-

Coloquei meu suco no bolso do lado direito da mochila e abri a porta, logo a fechando. Andei até o carro que era mesmo o da mãe de Chaz e entrei no mesmo, dando bom dia aos garotos. Depois de algumas conversas aleatórias entre nós três e algumas boas risadas, resolvi perguntar o que tanto me intrigava.

- Diga-me Chaz como sua mãe deixa você pegar o carro dela emprestado?

- Oi? –Chaz parou de prestar atenção na estrada e me olhou por um breve segundo, logo voltando sua atenção para onde importava-

-Justin bufou- Cara, ela quis dizer como sua mãe deixa um louco como você dirigir?

- Ah, isso. Seilá, minha mãe está sempre ocupada, então não liga muito para isso –Chaz disse e riu-

(...)

Já havíamos chegado ao colégio e logo quando entrei no colégio, os alunos que estavam perto do portão começaram a olhar para mim e cochichar com a pessoa ao lado e eu sabia que era sobre mim e sobre aquela foto, que todos já deviam saber. Eu simplesmente abaixei a cabeça e sai andando, fui diretamente ao meu armário e quando o abri um papel que estava dobrado caiu dele, pensei primeiramente que era do garoto que me manda esse tipo de coisa, mas o papel não estava em um envelope vermelho sangue, então não era dele. E logo quando li o conteúdo da mesma tive certeza de que não era dele. Estava escrito:

“Espertinha você, hein. Se faz de santa, mas come escondido. Só tome cuidado com quem você se envolve.”

Olhei pros lados e ainda havia alunos cochichando, eu apenas fechei o armário e guardei aquele papel no 
bolso. Sai andando em passos largos, até a minha sala. Entrei e sentei em minha cadeira e...


 Respondendo comentários anteriores: 'Desculpem pela demora'

Erika Cristina: Oi, seja bem-vinda ao blog Girl! Obrigada pelo incentivo, e aproveite o capitulo. Continuei ;)
Cáah Costa: kkkkkkk veremos o que pode acontecer entre eles. Acho que você não é a única a querer isso Cáah. Continuei, aproveite! Mas espera, porque você achou que eu estava no hospital? 

 

Comentem! Comentários incentivam a autora e são sempre bem-vindos!

Dangerous Attraction - Prologo

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Flashback

East Village, Nova York - 14 de Fevereiro de 2006

— NÃO, NÃO FAÇAM NADA COM ELA... POR FAVOR EU OS IMPLORO. – gritava a garota desesperadamente vendo-os brutamontes torturarem sua mãe, bem à sua frente enquanto dois cara a obrigava ver aquela desgraça acorrentada. – façam o que quiser de mim mas não façam nada com ela... – murmurou a garota entre lágrimas já sem forças para lutar contra as correntes em seus pulsos e tornozelos. –
— cale a droga da boca garota. – um dos brutamontes que a obrigava a assistir toda aquela tortura tapeou a garota a cada lado de sua face, fazendo com que um ferimento abrisse perto de seus lábios. –
A garota sentia sua garganta fechar-se como se não houvesse mais forças para gritar, ela queria salvar sua mãe a todo custo, mas soubera ela que não teria chances alguma acorrentada.  Assistiu em silencio todo o sofrimento de sua mãe acontecer, apenas ouvia-se de seus lábios seus soluços por conta do seu choro que escorria por todo sua face lavando seu rosto.
Fechou os olhos negando-se ver que eles faziam tal atrocidade com sua mãe. Sua mãe já não aguentava mais lutar por viver e já estava beira morte, o homem deu lhe mais um ponta pé em sua barriga fazendo-a cuspir mais sangue do que o devido. 
Tinha em mãos um canivete suíço e a faria morrer da forma mais lenta possível, agarrou a pelos cabelos agressivamente dando a perceber que sua respiração era cada vez mais fraca, e ergueu seu canivete aproximando cada vez do pescoço de Elizabeth, ela não debateu-se estava fraca demais para isso, passou o mesmo pelo pescoço da mesma fazendo uma passagem rápida e dolorosa para a mesma que rapidamente deu seu último suspiro em vida.
 Quando finalmente Elizabeth já estava sem sinal de vida alguma soltaram a garota e ela imediatamente correu para o corpo sem vida alguma de sua mãe, colocou a cabeça de sua mãe sobre seu colo deixando as lágrimas escorrerem por sua face enquanto afagava os cabelos de sua mãe.
— por favor mamãe volte pra mim... – sussurrou a garota já abraçada ao corpo de sua mãe, ela não queria sair de perto, ela queria de volta a única pessoa que a amou de verdade. – por favor não vá... não me deixe mamãe... – soluçou a garota enquanto acarinhava o rosto pálido de sua mãe. –

­[...]
— meu pai você? – a garota ria sarcasticamente para o cara que a fitava seriamente. – você não é meu pai...
— olhe o jeito como fala comigo garota.
— você jamais foi meu pai, você jamais esteve presente, e agora olha só quando minha mãe morre quem resolve aparecer, nossa que mundo pequeno, não? – ironizou a garota sentindo a raiva tomar cada célula de seu corpo, não iria deixar barato não mesmo. –
— você só tem 14 anos garota, exijo um pouco mais de respeito. – rosnou ele tornando a segurar o braço da garota rispidamente e apertando-o. –
— você não é meu pai e nunca será... – grunhiu a garota arrancando o braço das mãos do cara que lhe fuzilava. –   

Um pouco mais tarde, toda aquela tensão só piorou quando ela descobrira que teria de morar com o cara que dizia-se seu pai. Ela trancou-se no quarto recusando sair, na mesma noite, arrumou sua mochila com o que precisaria e decidiu que fugiria de casa. Arriscou a janela, ganhou alguns arranhões e quase teve seu braço fraturado mas nada disso a impediu de sair daquele inferno.
Não demorou muito a ficar perdida mas tudo isso a levou a esbarrar-se e conhecer “Jade”, uma garota que logo passou a ser confiável a si como uma irmã que jamais tivera, algo lhe dizia que num futuro próximo ambas seriam inseparáveis.
Com a vida e a dura realidade aprendeu a ser alguém que nunca fora nesta vida e jamais imaginaria ser.
She Is a Gangster